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Sistemas de Gestão de Risco de Estruturas Geotécnicas

Sobre Sistemas de Gestão de Risco de Estruturas Geotécnicas

Barragens de terra e terra-enrocamento nas suas mais variadas aplicações (rejeitos, contenção de sedimentos, geração de energia, reservação de água para abastecimento, irrigação, etc.), pilhas de estéril em mineração, taludes de cava de mineração, de rodovias e de ferrovias são exemplos de estruturas geotécnicas de porte. Inevitavelmente essas estruturas apresentam riscos associados que podem ser baixos ou muito altos.

Entenda-se por risco o produto da probabilidade de falha da estrutura pela amplitude das consequências no caso de a falha ocorrer.

Sistemas de gestão de riscos consistem na aplicação sistemática de políticas, procedimentos e práticas de gestão às tarefas de identificação, análise, apreciação, mitigação e controle de riscos. Englobam também a realização de análises custo-benefício das medidas voltadas à redução do risco.

A Geoestável tem implantado com sucesso sistemas de gestão de riscos para estruturas geotécnicas com ênfase em barragens, seguindo a seguinte metodologia básica:

  • Identificação dos riscos é baseada na análise de documentos e dados disponíveis, da interpretação dos dados de monitoramento, dos resultados de auditorias, das análises de riscos qualitativas já elaboradas e de inspeção de campo. Discutem-se então as ameaças e os potenciais modos de falha (galgamento, erosão interna, instabilização, liquefação e instabilização por sismo). Nesta fase definem-se também as variáveis a serem consideradas.
  • Análise de risco envolvendo o cálculo das probabilidades de ocorrência, valoração das consequências e o risco monetizado
  • O cálculo probabilístico a ser aplicado depende do modo de falha considerado, por exemplo: para o modo de falha instabilização a probabilidade de ruptura da barragem é avaliada utilizando-se o método probabilístico de simulações de Monte Carlo. Trata-se de um cálculo numérico, com a qual são avaliados milhares de resultados do fator de segurança em estudos de estabilidade variando-se os parâmetros de resistência, peso específico, poro pressões.
  • A valoração das consequências passa por um estudo de ruptura hipotética (dam break) que calcula a mancha e demais características da onda de inundação definindo as áreas vulneráveis a jusante.

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Também é necessário caracterizar a geografia e as condições socioeconômicas da área vulnerável no vale a jusante. Os sistemas de informação geográficos (GIS’s – Geographic Information Systems) têm se mostrado eficientes para gerar mapas de multi-atributos, que podem facilmente ser atualizados. Para caracterizar as condições socioeconômicas da área vulnerável a jusante, são feitos levantamentos e elaborados modelos demográficos e do uso dos terrenos afetados.

Pode-se então calcular o valor das consequências (perda de vidas, danos físicos, destruição de propriedades e infraestruturas, danos ambientais, perda de valor da empresa proprietária, entre outras)

  • O risco monetizado é calculado: probabilidade de ruína x valor das consequências
  • Apreciação do risco, em conjunto com o proprietário da estrutura, estabelece-se o processo de ponderação e julgamento do significado dos riscos avaliados nas análises de riscos. O resultado dessa análise é a definição de limites de aceitabilidade e tolerância de riscos e de uma política de riscos.
  • O controle dos riscos, também realizado em parceria com o proprietário, passa pela discussão qualitativa e quantitativa sobre os riscos: Evitar? Reduzir? Retirar? Transferir? Aceitar?

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